17 Novembro 2016Espanha

O projeto AUTOCITS pretende facilitar a circulação dos veículos autônomos nos complexos urbanos através do desenvolvimento dos serviços cooperativos inteligentes de transporte, que facilitam o intercâmbio de informação entre veículos, usuários e infraestrutura.

O objetivo é avançar no quadro regulatório e as normas de tráfego para melhorar a interoperabilidade dos veículos autônomos, assegurar sua correta circulação através dos diversos países europeus e sua convivência segura com os demais veículos.

Os pilotos serão os primeiros que incluirão na Europa testes fechados e abertos ao tráfego em diferentes tipos de vias: a pista Bus-VAO que conecta com a M-30, em Madri; a autoestrada A-4 de Paris; e as Avenidas Marginal e Brasília e a A-36, em Lisboa

Vehículo autónomo

A Indra, uma das principais empresas globais de consultoria e tecnologia, lidera um dos primeiros projetos que vão testar a condução autônoma nas estradas europeias, especificamente nas regiões metropolitanas de Lisboa, Madri e Paris, as três maiores cidades do chamado Corredor Atlântico, formado pelas vias consideradas prioritárias para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte europeu.

A Diretoria Geral de Tráfego (La Dirección General de Tráfico - DGT), a Universidade Politécnica de Madri (Universidad Politécnica de Madrid - UPM), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (Autoridad Nacional de Segurança Rodoviária - ANSR), a Universidade de Coimbra (Universidad de Coimbra - UC), o Instituto Pedro Nunes (IPN) e Inventeurs du Monde Numérique (INRIA) completam o consórcio do projeto de I+D+i AUTOCITS, que conta com um orçamento de 2,6 milhões de euros e financiamento do programa europeu CEF (Conecting Europe Facility).

A sede da Indra receberá em 23 de novembro a primeira reunião do consorcio, na qual o projeto será colocado em operação oficialmente, assim como será apresentado a diversos grupos interessados. Além disso, será feita uma apresentação no painel do evento “Tecnologias para uma mobilidade segura, acessível e sustentável”, organizado pelo INSIA (Instituto de Pesquisa do Automóvel - Instituto de Investigación del Automóvil) da UPM em 17 e 18 de novembro.

O AUTOCITS pretende facilitar a circulação dos veículos autônomos nos complexos urbanos através do desenvolvimento dos serviços inteligentes de transporte baseados em sistemas cooperativos (C-ITS), que permitem a comunicação e o intercâmbio seguro de dados entre veículos, usuários e infraestrutura, utilizando o padrão de comunicações europeu ITS-G5.

O projeto aborda os vínculos entre essa conectividade e a automatização, focando especialmente na segurança viária e nas alterações necessárias na infraestrutura e nos centros de controle de tráfico, no sentido físico e digital. Trata-se de conciliar a função de gestão do tráfego que é realizada a partir destes centros com a presença dos veículos sem motorista, levando em conta também que a informação fornecida pelas autoridades de tráfego através dos serviços inteligentes C-ITS tem uma importância crescente nos níveis mais altos de automatização para desencadear ações tanto em veículos convencionais como automatizados.

Os três pilotos que serão desenvolvidos e implantados em Lisboa, Madri e Paris ao longo de 2017 e 2018 permitirão testar esta relação entre carros autônomos, convencionais e centros de controle e a elaboração de recomendações a partir da análise dos resultados. El objetivo é avançar no quadro regulatório e as normas de tráfego para melhorar a interoperabilidade dos carros autônomos, assegurar sua correta circulação em todos os tipos de estradas dos diversos países europeus e sua convivência segura com os demais veículos. Atualmente não existe um padrão a nível europeu e as normas de cada país têm diferentes graus de maturidade, com Espanha e França em uma posição avançada.

Além de contar com a participação de autoridades de tráfego, operadores e universidades, AUTOCITS prevê colaborar com outras iniciativas de I+D+i existentes na escala europeia neste âmbito, por exemplo, o projeto C-Roads e a plataforma EU EIP Platform.

Veículos com e sem motorista nas estradas europeias

Os pilotos de Lisboa, Madri e Paris são pioneiros no Corredor Atlântico e os primeiros que irão incluir na Europa testes de veículos autónomos, de diversos provedores, fechadas e abertas ao tráfego convencional em vias urbanas, suburbanas e enlaces com autoestradas. Especificamente, os testes serão realizados na pista Bus-VAO que conecta com a via de circunvalação M-30, em Madri; na autoestrada A-4 nos arredores de Paris; e nas Avenidas Marginal e Brasília, duas vias importantes que conectam a cidade de Lisboa com a autoestrada A-36 e outras infraestruturas de transporte, como barco e trem.

Em cada um destes pilotos serão implantados serviços cooperativos que tecnologicamente já são possíveis atualmente (denominados serviços “Day 1”), graças a outros projetos de I+D+i anteriores, nos quais os diversos membros do consórcio tenham participado.

Por exemplo, no caso de Madri está previsto testar o envio direto de informação do centro de controle aos veículos (I2V) para notificar pontos potencialmente perigosos, como obras viárias, presença de um veículo de emergência, lento ou estacionado, assim como alertas por condições meteorológicas. Em Lisboa, será transmitida informação similar com advertências e localizações perigosas, porém utilizando a comunicação V2X entre o veículo e qualquer objeto ou dispositivo conectado, neste caso um segundo veículo “instrumentalizado”.

Em Paris, além deste tipo de avisos de situações perigosas serão notificados os engarrafamentos e será oferecida ajuda para gerenciá-los, oferecendo informação sobre a velocidade ou vias recomendadas, alternativas, etc. utilizando a comunicação I2V do centro de controle aos veículos autónomos.

Nos três pilotos serão projetados e testados também diferentes serviços que aproveitem a informação que os próprios veículos conectados oferecem aos centros de controle. Além disso, os serviços e sistemas que forem testados em uma cidade serão trocados com os das outras para comprovar que são interoperáveis e funcionam corretamente.

Sobre a Indra

A Indra é uma das principais empresas globais de consultoria e tecnologia e o sócio tecnológico para as operações chave dos negócios de seus clientes em todo o mundo. Desenvolve uma oferta integral de soluções próprias e serviços avançados e de alto valor agregado em tecnologia, aos quais adiciona uma cultura única de confiabilidade, flexibilidade e adaptação às necessidades de seus clientes. A Indra é líder mundial no desenvolvimento de soluções tecnológicas completas em campos como: Defesa e Segurança; Transporte e Tráfego; Energia e Indústria; Telecomunicações e Mídia; Serviços Financeiros; e Administrações Públicas e Saneamento. E, através de sua unidade Minsait, responde aos desafios apresentados pela transformação digital. No ano de 2015, teve faturamento de 2.850 milhões de euros, 37.000 empregados, presença local em 46 países e projetos em mais de 140 países.

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