4 Outubro 2017España
  • A Active Grid Management (AGM) é uma plataforma de monitoramento e controle da rede elétrica que permite equilibrar, pela primeira vez de forma automática, a geração, operação e demanda, reduzindo os custos gerais do sistema elétrico e melhorando sua confiabilidade
  • Conforme dados extraídos dos projetos piloto que a companhia está desenvolvendo, a solução permitiria reduzir em até 20% as perdas de energia na rede de distribuição e melhorar a qualidade de fornecimento, reduzindo em mais de 10% as incidências e o tempo de restabelecimento.

A Indra, uma das principais empresas globais de consultoria e tecnologia, desenvolveu a plataforma de controle de rede mais avançada do mercado, para facilitar uma operação dinâmica, proativa, distribuída e inteligente das redes elétricas. A Active Grid Management (AGM)  abre a porta ao consumidor para gerir seu autoconsumo e participar ativamente de novos modelos de negócio que melhorem a confiabilidade, eficiência e sustentabilidade do sistema elétrico.

Conforme dados obtidos a partir de vários projetos piloto que a companhia está desenvolvendo em diferentes países, a AGM permitiria reduzir as perdas de energia na rede de distribuição entre 10 e 20% e melhorar a qualidade do fornecimento alcançando reduções superiores a 10% no número de incidências e no tempo de restabelecimento de serviço.

Sua implantação facilitará as companhias energéticas a estabelecerem esquemas de gestão de demanda e serviços de regulamento agregando os pontos de consumo nos quais se denominam VPPs (Virtual Power Plants), um novo conceito de gestão de energia que entrelaça diferentes pequenas fontes de energia, sobretudo renováveis, geridas a partir de um único sistema de controle. Isto permitirá a redução dos custos de geração e transporte (dependendo do mercado poderiam alcançar 10%) e a integração de energia renovável e outros recursos energéticos distribuídos na rede de mídia e baixa tensão.

A Indra acaba de apresentar a solução na European Utility Week, a referência na Europa dedicada aos serviços públicos de água, eletricidade e gás, realizado em Amsterdã de ontem, 3 de outubro, até a próxima quinta, e reunirá mais de 450 companhias de todo o mundo. “A tecnologia da Indra cria uma base direta para transferir de forma simples os benefícios atribuídos ao sistema elétrico ao consumidor final, que verá como sua fatura mensal se reduz e qualidade e a confiabilidade do fornecimento aumentam, contribuindo, assim, para a sustentabilidade do sistema”, explica Juan Prieto, gerente de controle e modelização de energia na Indra.

A AGM faz parte do InGRID, o sistema integrado de gestão das redes de distribuição da Indra, e facilita o monitoramento e o controle direto com uma visão integral das redes de mídia e baixa tensão, bem como a integração eficiente dos sistemas de autoconsumo dos clientes e os recursos energéticos distribuídos, como a geração renovável, armazenamento de energia, plantas de geração virtuais ou veículo elétrico. Permite, assim, que geradores, operadores e consumidores troquem serviços em tempo real, de forma que se equilibre automaticamente a geração e a demanda de forma mais eficiente, reduzindo os custos gerais do sistema elétrico e melhorando sua confiabilidade.

“As tecnologias de controle atuais baseadas em modelos de controle centralizados em tempo real, como os SCADAS, são adequadas para monitorar os equipamentos maiores, como subestações primárias, mas enfrentam muito mais dificuldades em outros cenários, como ao tentar estender o controle a níveis inferiores na rede, ainda mais no caso do cliente final, devido ao grande volume de informação que é necessário gerir, explica Juan Prieto.

A AGM, assim como o sistema nervoso de um ser humano, é capaz de avaliar os riscos de operação diretamente em campo, reagindo automaticamente para evitar danos sem necessidade de esperar uma análise central e as ordens posteriores. A extensão das atividades de monitoramento e controle a partir dos centros de comando para os ativos da rede (subestações primárias e secundárias e consumidores) permite o processamento e análise dos dados, enviando unicamente ao operador a informação valiosa - como avarias ou incidências que ocorreram ou ocorrerão a curto prazo - para garantir a coordenação eficiente de todos os recursos sem obstaculizar a análise simultânea de milhões de sinais.

 

Tecnologia IoT para melhorar a confiabilidade e a eficiência

A plataforma de gestão de rede da Indra alia tecnologias Internet of Things (IoT) e de gestão distribuída para criar um ecossistema onde clientes, geradores, comercializadores e operadores possam interagir de forma aberta e automática.

A inteligência distribuída permite ao cliente final automatizar os critérios de gestão de seus consumos e geração de forma coordenada com os demais operadores por meio de serviços e preços de mercado. Esta mesma inteligência distribuída facilita a reação automática da rede perante riscos como interrupção do serviço ou desequilíbrios entre a oferta e a demanda, bem como coordenar a resposta com os clientes finais conectados e os operadores. Por sua parte, a aplicação de tecnologias IoT permite aos operadores e comercializadoras trocar informações e petições de atuação em tempo real com milhões de dispositivos e para os clientes realizarem uma operação mais confiável e eficiente.

Active Grid Management integra-se ao InGRID, o sistema de gestão das redes de distribuição da Indra, que oferece um moderno modelo de controle e exploração incorporando o conceito das Smart Grids aos processos de operação da rede. Além disso, inclui outros sistemas desenvolvidos pela companhia para a gestão energética da rede, como as soluções de gestão energética em clientes industriais e domésticos, bem como as novas plataformas para a gestão direta de troca de energia entre clientes e comercializadoras.

 

Primeiras experiências de sucesso

A Indra está desenvolvendo os pilotos da plataforma na Europa, América Latina, Ásia e Oceania. Esta solução já está monitorando os níveis de mídia e baixa tensão da rede da Irlanda e Filipinas e facilitando a gestão direta de edifícios, painéis solares e baterias no campus da Universidade de Monas (Austrália).

Além disso, a companhia de consultoria e tecnologia, faz parte do consórcio de SENSIBLE (Storage Entablad SustaInable Energy for BuiLdings and communities), um projeto de inovação cujo objetivo é a integração de diferentes tecnologias de armazenamento de energia em redes elétricas locais, bem como lares e edifícios para aumentar a autossuficiência, a qualidade do fornecimento e a estabilidade da rede, a fim de criar modelos de negócio sustentáveis para a geração e armazenamento de energia. Atualmente estão sendo desenvolvidos pilotos em Évora (Portugal), Nottingham (Reino Unido) e Nuremberg (Alemanha). 

 

Sobre a Indra

A Indra é uma das principais companhias globais de consultoria e tecnologia, a empresa líder em tecnologias da informação na Espanha e o sócio tecnológico para as operações-chave dos negócios de seus clientes em todo o mundo.  Possui uma oferta integral de soluções próprias e serviços avançados e de alto valor agregado em tecnologia, que combina com uma cultura única de confiabilidade, flexibilidade e adaptação às necessidades dos seus clientes.  A Indra é líder mundial no desenvolvimento de soluções tecnológicas integrais em campos como Defesa e Segurança; Transporte e Tráfego; Energia e Indústria; Telecomunicações e Mídia; Serviços Financeiros; Processos Eleitorais; e Administrações Públicas e Saúde.  Por meio da sua unidade Minsait, a Indra responde aos desafios que a transformação digital desenvolve.  No exercício de 2016, a Indra teve entradas de2,7 bilhões de euros, 34.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países. Após a aquisição da Tecnocom, a Indra soma entradas conjuntas de mais de 3,2 bilhões de euros em 2016 e uma equipe de cerca de 40.000 profissionais.

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